quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O Amor segundo os Pensadores.

O Amor segundo Platão 
 Para esse filósofo grego,amar é o desejo de se unir ao belo no sentido em que Ortega específica, isso é, de perfeição. Para os gregos, beleza e perfeição eram conceitos semelhantes, o que é demonstrado por suas esculturas na extrema prorpocionalidade que tem todas as partes do corpo humano. Por isso ,a definição de Platão sobre o amor não é tão ingênua como pode parecer a primeira vista. A idéia fundamental reside em que existe um desejo de se unir a todo o ser que pareça dotado de alguma perfeição, seja ou não real ,isto é,  marcadamente subjetivista e em consequência independente da realidade que o rodeia.
  Se o ser ama a perfeição, amará a alma, a qual ,por sua vez ,fará com que se desencadeia todo processo erótico, ao mesmo tempo no sentido espiritual e físico. Apenas iniciado esse processo, o amante sente a necessidade de dissolver sua individualidade na do outro ser vice-versa , absorver na sua a do ser amado. Quando este amor é compreendido e apreendido ,culmina com o nascimento de um filho,que simboliza união e é fruto da perfeição do ser.



O amor segundo Stendhal 
Esse moralista francês compara a mulher com um ramo jogado nas Minas de Salzburgo , que no dia seguinte aparece transfigurado, pois se cobriu de cristais irizados que tornam cativante. Seguindo esse paralelismo, diz o autor que a mulher amada, se vão acrescentando surpeposições imaginárias que, acumulando-se sobre a imagem nua, a vão enrriquecendo a suma perfeição.  Embora esse conceito pareça semelhante ao de Platão, pois em ambos está radicada a perfeição, o de Stendhal é muito mais materialista, pois circunscreve ao corpo da mulher, o que torna mais fácil a si.

Para Stendhal o corpo de uma mulher nua é que desperta o desejo e o amor de um homem.

O amor segundo Ortega Y Gasset 
Sob o termo amor se implicam numerosas diferenças e possibilidades: amor filial, amor a arte ,amor a uma mulher. ...Não obstante, há numa nota comum em cada um desses diversos particularismos, apoiada na atividade sentimental que a figura em todos eles e é dirigida para um objeto, que pode ser qualquer pessoa ou coisa. Ortega diferencia ,e com razão, amor e desejo.Diz que quando se tem sede,deseja-se um copo de água, porém que não se oama. Nascerão desejos de amor,porém o amor em si não é desejar. De forma que,entre eles,existe uma diferença de "momento" 



"José Ortega Y Gasset 1883-1955 filósofo e jornalista espanhol."(Foto)


O amor segundo Hesnard 
Esse autor tenta, como muitos outros esclarecer
a problemática do amor psíquico ou platônico. Neste último conforme vimos o amor espiritual se transformava em física.

Hesnard,presidente da sociedade francesa de 
Psicanálise,  afirma que,no macho,os desejos físicos são no princípio auto-eroticos posteriormente, vão se exteriorizando em sua finalidade,para terminarem se afirmando com evidência do mesmo modo que os processos da vida orgânica. Pelo contrário, os desejos de ordem psíquica são muito mais oscilantes e variáveis em suas manifestações,  e frequentemente passam inadvertidos. Segundo esse autor, tais desejos psíquicos são mais precoces, e se antecipam, ainda que de forma dissimulada,aos físicos. Em seguida, com o progressivo desenvolvimento do homem,terminam fundindo-se para construir a sexualidade definitiva.


Uma consequência prática que se deduz dessa argumentação é a razão do diferente comportamento sexual do homem e da mulher. Nesta o desejo psíquico é muito mais retardado,precisamente por estar mais desenvolvido corporal, do que a puberdade. Posteriormente,porém, o homem não só alcança como quase sempre a ultrapassa.


"Ângelo Lois Marie Hesnard 1886-1969 Médico ,e Psicanalista francês ,nessa foto, Hesnard exibe seu uniforme de soldado durante sua participação da primeira guerra mundial "


O amor segundo Marañon 
O ilustre humanista espanhol parte do fato de que 
a criança, em sua infância, não faz distinção entre os dois sexos. Só mediante uma evolução gradual vão se separando homen e mulher ,fato que costuma ocorrer na puberdade.  Em seguida, para obter o ser amado, o homem tem igualmente de atravessar todo um processo de amadurecimento, até preferir um determinado tipo de mulheres, o que costuma ocorrer quando ele alcança a idade de 23 a 25 anos. Finalmente, nesta determinada classe de mulheres, deverá encontrar o que satisfaça seus apetites sexuais e morais. Segundo sua tese ,essa mulher será o tipo parecido à sua mãe, de modo que seria a idealização desta.


Sobre o sexuais modo de homens e mulheres, Marañon diz que "provavelmente a notória desproporção entre o sexualismo do homem e o da mulher, que faz com que esta seja normal e tão espontaneamente moderada no amor, coincide com o fato de que a fêmea humana costuma dispor de menor poder de imaginação que o macho. A natureza, assim o quis ,com acerto e previsão, pois caso contrário,  e se a mulher dispusesse de tanta fantasia quanto o homem, o mundo teria sido submergido pela lubricidade.



"Gregório Marañon y Posadillo 1887-1960 ,médico 

endocrinologista e Filósofo humanista"

Amor Livre 
Expressão imprópria pela qual designam as relações sexuais afetivas ou sexuais, livres de laços e regras civis ou religiosas.

Na realidade, nunca existiu nem jamais existirá um amor completamente livre,nem jamais existirá um amor completamente livre, nem do ponto de vista pessoal nem social. O amor permanecerá sempre submetido a certas exigências biológicas e psicológicas que definem e limitam as possíveis experiências do indivíduo que, como criatura pertence ao mundo onde se desenvolve,não pode jamais abstrair-se de forma absoluta das condições sociais objetivas em que encerra sua existência.

O amor livre corresponde,pois a um conceito limite que jamais teve uma realidade histórica, porém que toma como um ideal com o objetivo de tornar menos rígidas as fronteiras de qualquer espécie e para que não tente fazer das relações sexuais e afetivas um círculo fechado.


"Obra do Pintor Titto de Vênus sendo seduzida por cupido."


Sigmund Freud e o amor homossexual.
Afinal, como brilhantemente apontou Freud, se vamos nos indagar sobre as causas da homossexualidade, é igualmente pertinente nos indagarmos sobre quais são as causas da heterossexualidade, já que "[...] o interesse sexual exclusivo do homem pela mulher é também um problema que exige esclarecimento, e não uma evidencia indiscutível que se possa atribuir a uma atração de base química".

Singmund Freud nunca considerou o homossexualismo como doença,mas como uma espécie de amor a uma pessoa de mesmo sexo por opção de escolha.

Tais essas escolhas que satisfaça as fantasias sexuais e suprima as necessidades do homem. 




"Singmund Freud 1856-1939 psicanalista e neurologista austríaco ".

sábado, 12 de agosto de 2017

Somos donos de algo que acaba?

 "Você é dono de si mesmo, e o que te faz pensar isto ?"

  Reflita sobre essas questões:
 Por que enterramos os nossos mortos?
 Por que crema-los? 
 Por que os seres vivos pensam em morte?
 Por que os mortos são exumados? 

 Se você vai morrer qual o sentido de você se achar dono de si mesmo?  Um dia você deixará de existir, se a vida é algo passageiro por que somos donos de algo que vai passar?

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O apetite sexual psicanálise de Hesnard.

Na psicanálise moderna , nenhum autor foi tão longe nas teorias em relação a sexualidade humana Angelo Louis Marie Hesnard (Pontivy  1886 –Rochefort 1969 ), foi um psicanalista psiquiatra  francês que abordou um tema que foi um insulto a comunidade européia no século XX,  que considerava obscenos a incitação ao falar abertamente sobre sexo, para Hesnard vivemos com fome incontrolável e inconsciente pelo desejo sexual.

O apetite sexual é uma sensação que pode ser considerada anterior à libido, ou seja, não traz em si a satisfação do ato sexual, mas que em geral acaba nele. Muitos autores estabelecem um paralelo entre o instinto e de nutrição sexual ,distinguindo por outro lado, o apetite da fome sexual. Entre outros autores,  Hesnard fez a seguinte classificação: 

1-necessidade sexual: indica a existência de um impulso elementar para os atos sexuais, que em geral, porém,  permanece inconsciente, inibida,por uma repulsão consciente deslocada para outros objetos afetivos como a masturbação.

2-fome sexual-  ou expressão mais ou menos consciente dirigida vagamente para um objeto generalizado. Quando assume a forma de impulsão constitui o apetite genital nos casos normais de função erótica, ainda permanecendo, todavia, sujeito a uma série de condições psicológicas,mesmo que o objeto amoroso não figure em sua consciência.

3- Desejo erótico- é uma manifestação do apetite sexual, ligado à necessidade de posse objeto, que dá impulsão localiza numa pessoa determinada, normalmente de sexo contrário, efetuada pela união por instinto genésico.  O casamento é a situação ideal desse desejo que emparelha a aptidão psíquica, social e afetiva com a escolha sentimental do cônjuge.  Antes de consumar-se o fato erótico, existem certas condições prévias, que atuam a maneira de preparativos.  Assim são a "resistência coquete" que algumas mulheres costumam a opor à sua posse, ou seu nudismo velado por roupas transparentes, ou seus movimentos compassados, ou a "maneira de se despir " cheia de pudor infantil na presença do marido.

4- Apetite sexual- manifestação da fome sexual,que ocorre normalmente de modo inconsciente nos indivíduos, ainda que a "fome" não tenha significado consciente.  Pelo contrário, em certos impotentes existe um "apetite cerebral " que conduz a um estado fictício de fome, para o qual não têm sequer o poder da ereção.  É também conhecido o caso de indivíduos, com desenvolvimento orgânico normal,com apetite e ereções corretas ,não poderem satisfazer o seu desejo, por falta de orgasmo.

 Dedicatória aos moralistas:
" Comer alguém para alguns é algo vulgar, na psicanálise é normal sexo também é alimento".

Uma breve história da Prostituta

A mulher ofertas aos seus encantos ao gozo alheio entre ela e a prostituta certas diferenças que a mulher culta e de maneiras elegantes, que não se presta ao comércio público com o seu corpo.

Na Grécia eram designadas com o nome de "hétera " ou "hetaria "  e entre as numerosas referências da literatura, em especial da Ática, do século V antes de nossa era, figura uma de Demóstenes que aconcelha: " É necessário três classes de mulheres : as 'héteras' para deleite da alma, as 'palaques' para o gozo dos sentidos, e as 'matronas' para perpetuar nossa estirpe e administrar nossa casa" . Contudo em Atenas como em Corinto e em Cós, se aplicava as cortesãs a mesma taxa que ao vinho, às bebidas, a cevada, e às vendas de toda espécie, pelo que essa classificação não deixa de ser um puro artifício idealista.  Em Roma , à medida que o Império "envelhecia" ,a prostituição deixou de ter um caráter sagrado,passando a ser vulgar ,e a condição de "meretrix" ,aplica às cortesãs,  pouco diferia da de "lupae" própria das prostitutas. Por outro lado era muito difícil distinguir uma prostituta de uma mulher honesta . O Kama Sutra de Vatsyayana descreve as cortesãs da Índia como mulheres que cumprem uma função religiosa e social . Neste livro, ensina-se às cortesãs os meios que devem empregar para atraírem os homens desejados. Também se explica como se deve ganhar dinheiro, quais os sinais de fadiga de um amante, a maneira de abortar e a que direitos têm opção.  Também distingue várias classes de cortesãs : as alcoviteiras, as criadas,as pervertidas, as bailarinas , as obscenas, as presunçosas,  e as cortesãs de classe inferior. 

A melhor imagem da cortesã ou "hétera " grega nos é dada pela gueixa japonesa.  Nas casas de chá, acompanhadas pelo som do 'shamissem ' recitam suaves poemas de caráter elegante e delicado.  Toda a sua educação, que costuma a começar na infância, está orientada no sentido de agradar aos outros ,sendo seu aprendizado longo e difícil.  São ensinadas a cantar e a dançar, a comportar-se nas cerimônias e em especial na do chá,  a fazer flores, a andar , a vestir-se etc. . Sobre elas tem autoridade o comprador que as adquiriu e que se encarregou de sua educação, verdadeiro explorador dessas mulheres,  que as prepararam pra casarem, têm que um homem estar disposto a pagar pelo seu resgate.

As civilizações cristãs têm sido mais rigorosas para com as cortesãs, apesar do exemplo de Jesus perdoado a Maria Madalena.  Teodora, cortesã cipriota, que se casou com o imperador Justiciano em Bizâncio, perseguiu implacavelmente suas companheiras ; e na Idade Média era frequentemente ordenada a expulsão ou execução como castigo por aplacar as irás celestes, fomes e outras calamidades. Em Roma, e na época de Paulo IV ,os jovens nobres ainda se acreditavam no meio de queimar as casas dessas mulheres que eles frequentavam. Em alguns lugares não tinham o direito de se casarem ,e eram isoladas em guetos. Em Toulouse, eram proibidas de transpor as portas de um convento. Em Beaucaire, numa festa que celebrava anualmente,  eram postasse a correr no hipódromo, até caírem exaustas e sem alento até a morte. Em Mântua, eram obrigadas a comprar todos os objetos que tocavam por deixarem impuros e leprosos a pena de não comprar o objeto do qual ela tocou era a prisão seguida de tortura e morte.

As 13.000 cortesãs, que acompanharam os cruzados em sua volta, modificaram essa situação, e as autoridades eclesiásticas tentaram regularizar o fenômeno.  Permitiu-se assim que se estabelecessem próximos das igrejas e que assistissem às missas , e cerimônias religiosas. Os superiores e abadessas dos conventos fundaram as "casas de Madalena " para pecadoras arrependidas, como a que ainda existe em Sainte Baume,  na Provença.  Do mesmo modo,  Frederico III lhes concedeu licenças comerciais para vender vinhos ,explorar casas de banho etc.

Durante o Renascimento, especialmente na Itália, as cortesãs alcançaram uma brilhante categoria social ,e houve cortesãs escritoras. Ermanossa de Corinto é autora de um tratado que ensina as práticas para proporcionar amor psíquico.  Tulli d'Aragona escreve Dell' Infinità d' Amore. Verônica Franco ,amiga de Henrique IV, e de Domencio Vaniero,  compunha poemas. Margarita Emilliani, Cornelia Griffo, e Branca Saratton constituem outros tantos escritos na literatura.

Em fins do século XIX,  Schopenhauer ainda quis demonstrar até que ponto a dama ocidental tem na prostituta um contraponto necessário. Porém a Revolução Francesa marca o fim de sua influência social e política. 

Revendo todas as evidências sobre Madalena, por que a Igreja quis fazer dela uma prostituta e extrema pecadora aos olhos dos fiéis? Segundo os estudiosos, isso aconteceu porque a Igreja queria utilizar as poucas e confusas “sugestões” (interpretando da forma dela) da Bíblia sobre Maria Madalena para manter as mulheres fora do clero.

Os evangelhos que continham mais escrituras sagradas sobre ela foram considerados “apócrifos”, ou seja, eles não estavam de acordo com os cânones do cristianismo nascente. Era mais conveniente para a Igreja excluí-los.

Os evangelhos, conforme conhecemos hoje, não foram estabelecidos como cânone até o quarto século, numa época em que a Igreja mais definitivamente queria deixar claro que os seus escalões superiores seriam formados apenas por homens.



Arbitrário essencial

Nada no genótipo humano pode ser especificamente marcado para que alguém jogue basquete, fale inglês, componha músicas,tenha casos extraconjugais ou se torne médico ou psicológico. Todas essas formas de expressão são produtos da invenção cultural humana, desenvolvidas milhares de anos depois que o genoma humano foi estabelecido pelas pressões de sobrevivência dos tempos.  Mesmo assim, quando o ser humano passa a possuir nome,raça, identidade nacional, família e mesmo a capacidade de reagir a um chamado, muita coisa fica assentada e deixar de ser acidente ou escolha arbitrária.  Na verdade ,o self e muito da personalidade de uma pessoa parecem_e em sentido psicológico realmente são _essenciais.

No sentido biológico e depois em sentido psicológico, grande parte do que começa como arbitrário torna-se essencial.  Na reprodução humana, existem bilhões de combinações possíveis entre determinados espermatozóides e determinados óvulos quando se trata de parceiros sexuais, e claro que outros bilhões de possibilidades, somente algumas concepções ocorrem. Mas, quando a concepção ocorre_devemos dizer que de maneira arbitrária ou casual, dado o enorme número de possibilidades nulas_,o genótipo daquele indivíduo se estabelece em sua essência .

Coisas arbitrárias continuam a acontecer também depois do nascimento.  Um nome é escolhido _talvez de um livro de nomes com milhares de nomes. Por inspeção, é atribuído um gênero à jovem criatura e, atribuição, uma identidade racial,nacional,ética e religiosa. Visto da perspectiva dos tempos, tudo isso é bastante arbitrário _o produto de miríade de sucessivos acasos.

E , no entanto, quando olhamos no espelho não vemos um acaso. Vemos e sentimos a essência. Somos donos de nosso nome é de nosso rosto, nossa família e mesmo de nosso lugar no mundo _seja ele nobre ou humilde _como elemento essenciais de nosso ser. Esses são os pontos iniciais do que desempenhamos no mundo e somos transformados pelas circunstâncias.  Temos uma relutância geral em mudar nossas características essenciais ou admitir erros na forma como nos chamam, aceitam e reconhecem. Ou negamos ou esquecemos que tudo é tão improvável, tão inverossímil, tão desnecessário, tão arbitrário. 

Os palcos nos quais somos jogados também têm algo de indispensável.  Os meninos do campo acham que a terra é a sua alma. Os sofisticados urbanos em sua maioria não gostam de fazenda.  O arbitrário torna essencial.

Essa formulação parece particularmente útil quando se pensa em religião.  Qualquer pessoa que reflita, a partir de uma perspectiva desinteressada,  sobre a pletora de religiões no mundo terá uma árdua tarefa para justificar a tradição da própria religião como a única correta. Como diz Mark Twain : "A facilidade com que considero a religião de meu vizinho sugere-me que a minha própria também é falsa". E no entanto, somos o que somos_arbitrariamente, claro, mas também essencialmente : cristão, judeus,hindus,muçulmanos,budista, etc...

A religião, em si, não é somente uma peça arbitrária de teatro, apesar de, com certeza, tratar-se de teatro. É aquela forma de teatro especificamente desenvolvida para nos ajudar a lidar com os momentos de crise mais difíceis do drama humano;  nascimento, casamento  e morte. Entre tanto ,a religião nos fornece histórias sacras_ ficções sacras,que quiserem _que são instrutivas sobre assuntos como bênçãos, obrigações morais e como lidar com medos existenciais. A estrutura mitológica completa que nos é fornecida através da religião é maravilhosamente instrutiva.  Estudar a história da religião ou procurar pelo Jesus histórico é forçado a reconhecer que nossa tradição particular é bastante arbitrária _que as coisas poderiam ter saído bem diferentes. Mas,se lembrarmos que aquilo que uma vez foi colocado como arbitrário pode e realmente torna-se uma característica essencial de quem somos ,então é possível aceitar as verdades místicas das quais somos herdeiros. "Credo quia absurdum est". Alguém disse que a alma reage de três modos diferentes _matemática, música e mito. Se negligenciamos os mitos que falam verdades sobre nossa condição fazemos isso por nossa conta. 

  Dedicatória aos religiosos:
 "Não existe ideais ou verdades absolutas e sim conflitos de interpretação "
(Nietzsche )

 Karl E Scheibe 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Frases À-toa

1-"Amar e sofrer é, a longo prazo, o único meio de viver com plenitude e dignidade".
 (Gregório Maranõn )


2- "A preguiça caminha tão devagar que a pobreza atinge-a facilmente."
(Benjamin Franklin)


3-"Ao longo da tua vida tem cuidado para não julgares as pessoas pelas aparências."
( Jean de La Fontaine)


4-" O que importa quantos amores você tem se nenhum deles te dá o universo?"
 (Jacques Lacan)


5-"É distinguível dois estados da alma humana: o prazer (movimento suave do amor) e a dor (movimento áspero do amor)."
 (Aristipo de Cirene )


6-"Todo o nosso mal provém de não podermos estar sozinhos: daí o jogo, o luxo, a dissipação, o vinho, as mulheres, a ignorância, a desconfiança, o esquecimento de nós mesmos e de Deus."
(Jean de la Bruyere)


7-"A gente todos os dias arruma os cabelos: por que o coração?"
(Provérbio chinês )


8-“Um  amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma.” 
 (Buda)


9-  " A coisa mais injusta da vida é a maneira como ela termina. Está tudo ao contrário. Acreditem que o verdadeiro ciclo da vida está de pernas para o ar. Devíamos primeiro viver num asilo, até nos expulsarem por sermos demasiado novos. Ganhávamos um relógio de ouro e íamos trabalhar. Depois estávamos 40 anos num ou vários empregos até ficarmos suficientemente novos para podermos aproveitar a reforma. Era uma curtição. Podia-se fumar à vontade, beber muito álcool, ter muitas namoradas ou esposas e fazer muitas festas. No fim deste período, preparamos a entrada na universidade. Depois entramos num colégio, também com várias namoradas, mas mais novinhas. Algum tempo depois ficávamos criança. Sem nenhuma responsabilidade, hem? Depois, passa-se à fase do bebezinho amoroso, de colo. Esta parte passa depressa e rapidamente se regressa ao útero materno. Os últimos nove meses de vida são passados a flutuar e a dar pontapés. Tudo termina com um grande e fantástico orgasmo! Não seria perfeito?”
 (Charles Chaplin )


10- "A fonte da infelicidade do homem é a sua ignorância da Natureza. A pertinácia com que ele se agarra a opiniões cegas absorvidas em sua infância, que se entrelaçam com sua existência, o preconceito consequente que deforma sua mente, que impede sua expansão, que o torna o escravo da ficção, parece condená-lo ao erro contínuo."
 (Barão d'Holdebach )


11-"Quando você chama a si mesmo de indiano,muçulmano ,ou cristão ,ou europeu ou outra coisa você está sendo violento. Você entende por que está sendo violento? 
 Você está se separando do resto da humanidade. Quando você se separa por religião, por nacionalidade,  por tradição isto gera violência "
  (Jiddu Krishnamurti )


12-"Goze este dia porque é a vida. A própria vida da vida. Em seu breve transcurso, você encontrará todas as realidades e verdades da existência: a sorte do crescimento, o esplendor da criação, a glória do poder. Porque o ontem é só um sonho e o amanhã, só uma visão. Porque o hoje, bem vivido, faz do ontem um sonho de felicidade e, de cada manhã, uma visão de esperança".

(Provérbio indiano)



13-"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
(Platão)


14-"O amor e a arte não abraçam o que é belo, mas o que justamente com esse abraço se torna belo."
(Karl Kraus)


15-"Nenhuma verdade me parece mais evidente que os animais serem dotados de pensamento e razão tal como os homens. Os argumentos neste caso são tão óbvios, que nunca escapam aos mais estúpidos e ignorantes."
(David Hume)



16-"Há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis para uma vida satisfatória, recompensadora e relativamente feliz. Um é segurança e o outro é a liberdade. Você não consegue ser feliz, você não consegue ter uma vida digna na ausência de um deles, certo?

Segurança sem liberdade é escravidão e liberdade sem segurança é um completo caos, incapacidade de fazer nada, planejar nada, nem mesmo sonhar com isso. Então você precisa dos dois."
(Zygmunt Bauman)


17-"Amizade é quando duas pessoas se unem em busca de alguma verdade mais elevada"
(Nietzsche )


18-" verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."
(Antoine de Saint-Exupéry)


19- "Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer."
(Santo Agostinho )


20-A maioria dos homens gasta a melhor parte da vida a tornar a outra miserável.
 (Marcel Proust)





Por que a paciência é a arte de Saber suportar a dor e por que devemos ter paciência?

O pintor holandês Vincent van Gogh é considerado hoje como um dos maiores artistas da História, ainda que só tenha vendido uma tela em vida. Além de obras como “Noite Estrelada” e “Os Girassóis”, Van Gogh é lembrado por um episódio curioso: no dia 23 de dezembro de 1888, em um momento de forte depressão, o pintor cortou um pedaço da própria orelha. A respeito desse dia, ele viria a pintar o quadro conhecido como “Autorretrato com a orelha cortada”.


A paciência é uma palavra derivada do latin ,significa "Patientia" que seguinifica dor,agonia e desespero , essa palavra deriva do verbo Patior, que significa apatia, compondo essas junções temos a palavra "Paciência "; a paciência nada mais é do que a verdadeira arte de sentir e saber suportar as dores impostas pela vida, saber lidar com pessoas, a crise, a melancolia e depressão, a paciência é uma atitude poderosa capaz de vencer todas as dores da vida humana.

No século III a.C. o filósofo Grego Zenão de Cítio funda a raiz filosófica o estoicismo, e aos seus discípulos Zenão dava como um ensinamento apenas :(Υπομονή) a "paciência," uma simples palavra. Para que estudar sobre a dor? No sentido estóico essa palavra em si resume todo o conhecimento estóico de se adquirir a verdadeira paz da alma para a busca da felicidade e sabedoria. 

No sentido estóico por mais que se faça é impossível subtrair-se totalmente à dor; ela nos recebe no berço e nos persegue, de mil maneiras, até o leito de morte: doenças, necessidades do corpo e da alma, desejos enganosos, gozos amargos, vaidades feridas, paixões que nos dilaceram, trabalhos estéreis, tédio do mundo e da solidão, etc. O homem, incapaz de evitar uma parte desses males, pode, ao contrário, agravá-los a todos, com a impaciência.

Os estoicos ensinavam que as emoções destrutivas resultam de erros de julgamento, e que um sábio, ou seja, uma pessoa com "perfeição intelectual e moral", não sofreria com essas emoções. Assim, suportar com paciência o que não se pode evitar ou alterar, é ato de sabedoria.




A virtude da paciência está diretamente ligada à moderação, à mansuetude de alma com a qual se sofre, sem contrariedade, coisas próprias a causar irritação, desgosto, tédio.

No dia a dia, a paciência nos falta algumas vezes, quando não sabemos suportar até mesmo uma pequena contrariedade.

E o curioso é que desejamos ver a paciência nos outros, e apreciamos quem a possui.

Se, por exemplo, estamos dirigindo nosso veículo em rua movimentada queremos que o motorista que nos segue seja sempre paciente, mas não aquele que está à frente, pois se não seguir o nosso ritmo, a impaciência surge.

Quando, no consultório médico, estamos à espera da nossa vez, ficamos ansiosos para que o paciente que nos antecedeu seja breve, seja sucinto, e ficamos olhando no relógio a cada instante, por vezes demostrando nossa impaciência aos atendentes, para que fique clara a nossa desaprovação. No entanto, tudo muda quando somos nós que estamos sentados diante do médico.

O mesmo acontece quando esperamos uma mesa na fila do restaurante. Desejamos que as pessoas que estão fazendo as refeições não demorem, liberem logo a mesa. Todavia, quando chega a nossa vez, ficamos tão à vontade que esquecemos que há uma fila lá fora.

A que podemos atribuir essas incoerências em nosso proceder? À falta de entendimento de nossa parte? Certo que não, pois sabemos distinguir a diferença entre aguardar e ser aguardado.

Saber suportar um atraso, sem aborrecimento, uma dor, sem revolta, um revés qualquer, sem irritação, é ser paciente, é ter sabedoria.

A paciência é a virtude que sabe esperar, porque tem seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo. 

Somente a paciência dá a perseverança, a constância e a coragem para se exercer uma atividade de longo fôlego.

Deve ser por isso que um sábio disse que “a paciência é a coragem da virtude”.

As depressões, ou fobias seguinifica a negação da dor , a Sabedoria estóica nos ensina a suportá-la para que possamos evitar a dor.

 Um dos exemplos de negação as dores da vida foi o pintor Van Gogh,  por várias vezes tentara suicídio a primeira vez quando cortou sua própria orelha , o suicídio por muitas hipóteses está ligada à falta de paciência,  a negação da dor, quando a negamos , negamos também a nossa vida assim como fez no dia 27 de julho de 1890, o ilustre Van Gogh disparou um tiro contra si mesmo e morreu dois dias depois, aos 37 anos.

A negação da dor faz com que muitas vezes as pessoas em depressão, tenham a concepção errônea de que elas não são fortes o suficientes para encarar situações de desespero,  ou fortes o suficientes para aguentar as duras cobranças familiares no qual estão expostas, ou se sentirem culpadas por causarem sofrimento a outras pessoas,  a baixa auto-estima em si é uma armadilha para a negação dessa dor.

Filosofia ; O Verdadeiro, O bom e o belo (Sobre a Comunidade )

Filosofia o bom o verdadeiro e o belo, surgiu com o intuito de passar a filosofia de vida de uma maneira simples e fácil sobre o entendiment...